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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Body Electric: Do I Wanna Know?





Acordei antes do despertador vesti um moletom e fui correr, dei quatro voltas no quarteirão rezando pra que todos aqueles sentimentos confusos que eu tinha saíssem junto com o suor.
Voltei pra casa com café e rosquinhas. Nos domingos entro no estúdio mais tarde então esse sempre é o dia que me alimento melhor. Tomei um banho e comi devagar, estava totalmente distante de tudo ao meu redor.
Eu ainda estou tremendo com as novas sensações que Tom me causa, não sou mais uma adolescente e já me envolvi com muitos homens, mas isso é totalmente novo. Foi apenas um beijo de alguns segundos. Mas toda vez que parava para pensar sobre isso estranhamente meu corpo tremia como em um pequeno choque, suava frio e meu coração disparava.
Vesti um jeans preto surrado, botas cano curto e uma camiseta de mangas compridas, um cardigã preto já bem velhinho também, o tempo ainda estava frio, coloquei um casaco comprido e fui para o trabalho. Aos domingos só os diretores e assistentes costumam ir, as gravações externas iriam começar na manhã seguinte, seriam dez dias nas ruas de LA, e cinco dias em Miami. Eu estava empolgada em ir pra Miami antes de Tom aparecer e bagunçar toda minha vida.
— Bom dia chefinha. — Andie me cumprimenta quando entro na sala, fomos as primeiras a chegar. — Aqui esta a lista de locações, a papelada das permissões, a lista de figurinos etc. Você só precisa conferir se esta tudo certo e entregar para o chefão aprovar. — Ela põe uma pilha de papeis na minha frente e eu solto um suspiro entediado.
— Bom dia Andie. — Falo começando a mexer nos papeis.
— Você esta bem? Você é sempre tão empolgada. — ela me encara procurando meus olhos.
— Estou bem... mais ou menos. — solto os papeis e olho para ela.
— Pode falar, estamos sozinhas.
Olho para ela torcendo os lábios e resolvo falar.
— É que tem um cara.
— Owww... espera um momento. Você disse um cara? Você esta assim por causa de um homem? Isso é inédito você nunca se apega a homem nem um. — ela brinca.
— Esquece. — falo voltando a mexer nos papeis.
— Tudo bem me desculpe, foi só uma piadinha. Continue. — ela ficou seria.
— Na verdade tinha um cara. Ele e eu éramos amigos, mas ele me chamou pra sair e tudo ficou confuso. — falo sem olhar para ela.
— Vocês saíram?
— Sim.
— Foi bom?
— Sim. — suspirei — Foi fantástico. Perfeito. Ele é... — não consegui pensar em uma palavra que pudesse descrever Tom. — Foi o melhor encontro da minha vida.
— Uau. — Andie falou arregalando os olhos.  — Vocês se beijaram?
— Sim, e foi perfeito. — falei colocando os cabelos atrás das orelhas e encarando minha assistente.
— Então e depois do beijo? — ela estava empolgada. — Vocês vão sair de novo?
— Não. Por que depois do beijo eu o mandei embora.
— O que? Você esta brincando? — ela riu — O primeiro homem que mexe com você de verdade e você o dispensa?
— Eu tive que fazer isso. Ele... ele não é como os outros eu não podia... Bom agora já era. — nesse momento há barulho lá fora os outros estavam chegando.
Ian, Lucas e mais dois técnicos de som entram na sala fazendo barulho, mas ainda tenho tempo de ouvir Andie sussurrar uma frase que vai me perseguir no resto do mês.
— Você parece arrependida.
...
Cheguei em casa no meio da tarde exausta de tentar manter a concentração. Senti falta dele hoje, fazendo comentários engraçados, dando aquela risada gostosa de ouvir ou até mesmo quando ele prestava atenção em algo com aqueles olhos azuis tão grandes.
Fui pra casa aquele dia desejando muito a minha cama. Alguém bateu na porta quando eu terminava de tirar as botas e fui abrir. Era Dakota, desmarquei com ela ontem para poder sair com Tom, devia ter imaginado que ela apareceria.
— Olá, você não ligou pra remarcar então eu vim. Trouxe comida chinesa.
Suspirei ao vê-la entrar sacudindo os cabelos loiros cheia de sacolas na mão. Eu não estava mesmo no clima de papo furado, mas não havia como ela desistir.
— Oi D, eu ia ligar antes de dormir. Vou tomar um banho, fique a vontade.
— Certo, vou arrumar tudo por aqui.
Quando volto à sala ela preparou tudo na mesa com as flores que Tom me deu no centro. A visão das flores me perturbou bastante.
— Gostou? — ela pergunta animada enquanto me aproximo vestindo uma camisola.
— Esta perfeito. Obrigada.
Num impulso eu me inclino sobre Dakota que esta sentada a mesa e seguro seu rosto com uma das mãos, beijando seus lábios devagar, sua boca ainda é tão macia quanto me lembro.
Quando me afasto ela abre os olhos surpresa.
— Nossa. Já fazia muito tempo desde a ultima vez. — ela disse piscando varias vezes.
— Me desculpe. Eu não sei o que me deu.
— Não estou reclamando, na verdade eu adorei.
Ela se levanta segurando meu rosto com uma das mãos e me puxa pela cintura com a outra me beijando dessa vez mais fundo e eu a acompanho. Sua mão sobe pelo meu corpo e ela me puxa mais para perto, quando eu não reajo ao seu toque ela hesita parando o beijo e dando um passo para trás.
— Você esta distante. — ela me encara e eu desvio o olhar. — Nossos beijos costumavam ser bem mais quentes.
— É só muito trabalho. — sento na cadeira ao seu lado.
— Tudo bem, vamos só comer então.
...
As semanas seguintes são exaustivas, sinto falta de Tom, quero ligar para ele, mas minha razão diz que não devo fazer isso. Tom e eu somos de mundos diferentes, não tenho mais idade para acreditar em contos de fadas, não há realidade onde eu e ele daria certo.
O dia da premiação do Globo de Ouro se aproxima e eu fico nervosa só em pensar em vê-lo pela TV. Com certeza eu não esperava o que ia acontecer.
Na noite de quinta feira depois de chegar exausta do trabalho eu tomei um banho quente e me joguei no sofá assistindo América Next Top Model e comendo sorvete afogada nas minhas duvidas e arrependimentos. Mas fui interrompida por algumas batidas frenéticas na porta.
Levanto pra abrir ainda limpando o chocolate da boca, imagino que seja Dakota ela não me viu desde que cheguei de Miami. Quando abro a porta sem verificar quem esta la fora meu coração para imediatamente. Ele esta vestindo uma calça jeans surrada, um tênis e um moletom com o capuz escondendo um pouco o rosto. Nunca havia visto ele tão simples e ao mesmo tempo tão sexy, a barba estava por fazer e os cabelos um pouco crescidos.
— Boa noite Bobbi. Posso entrar?
— O que... O que você está fazendo aqui? — solto o ar e imediatamente sinto meu corpo gelar por inteiro.
— Bom, eu deveria estar aqui no sábado, mas eu precisava te ver e vim antes. — ele abriu um sorriso.
— Você é louco.
— Se você quiser eu vou embora. — ele ficou serio por um momento. — Mas eu preciso saber de uma coisa antes.
Permaneci calada e ele continuou.
— Você pensou em mim alguma vez? Por que eu pensei em te ligar varias vezes.  — o maxilar dele fica tenso esperando alguma resposta minha.
— Todos os dias o dia inteiro. — falo abrindo um pequeno sorriso para ele.
Tom abre novamente um sorriso e me empurra para dento de casa me beijando fortemente. Seus lábios estão quentes e posso sentir um leve sabor de hortelã, posso ouvi-lo fechar a porta com o pé, quando ele me encosta na parede. Seus dedos entrelaçam meu cabelo e sua outra mão me puxa forte contra seu corpo.
Sinto cada pelo do meu corpo se arrepiar quando seus lábios encostam na pele do meu pescoço e sua barba roça ali me fazendo suspirar. Ele parou por um momento e me observou.
— Você é tão linda... — sussurrou contra os meus lábios, abri os olhos com um sorriso de lado. E sem pensar duas vezes, colei novamente minha boca à dele.
Tom apertou meu corpo contra o dele movendo suas mãos grandes e finas contra as minhas costas e cintura. Seu toque era tão delicado e ao mesmo tempo tão excitante. Suspirei quando suas mãos adentraram minha camiseta do Artic Monkeys dois números maiores que eu e ele hesitou quando percebeu que eu estava sem sutiã. Respirou fundo e me encarou.
— Vamos devagar. Eu esperei muito por isso, quero aproveitar cada segundo. — o sotaque sexy dele me enlouquece e eu rapidamente beijo-o no pescoço dando leves mordidas e ele ri.
— Tudo bem, vamos depressa então.
Tirei o moletom dele em um só movimento sem descolar nossas bocas e ele puxou minha camisa na mesma velocidade jogando num canto qualquer da sala. Caminhamos embarrando em algumas coisas ate o quarto e o larguei por um momento para empurrar alguns papeis que estavam na cama para o chão. Quando me virei novamente ele encarou meus seios por alguns segundos e se aproximou devagar.
— Você toma algum anticoncepcional? – murmurou.
— Sim, pílula.
— Mesmo assim, vamos usar camisinha.
Acenei positivamente para ele  fechei os olhos e gemi baixinho quando as mãos dele apertaram de leve meus seios e ele gemeu de volta me beijando novamente.  A mão esquerda dele desceu suavemente para meus quadris apertando minha bunda com firmeza, saltei no colo dele envolvendo minhas pernas em sua cintura. Ele caminhou ate a cama se deitando sobre mim e seus lábios começaram a passear por todo meu pescoço descendo para meus seios e mais ainda rumo a sul.
Eu gemia me contorcia e delirava com o toque daqueles lábios tão quentes. Abri os olhos quando o senti descer bem devagar meu short de moletom junto com a calcinha pelas minhas coxas. Ele rapidamente se livrou da sua calça e cueca e não conteve um grunhido quando nossos corpos se encostaram completamente nus. Encarei seus intensos olhos azuis e o beijei dessa vez com todo o sentimento que eu guardara todos aqueles dias. Ele voltou a dar atenção aos meus seios, apertando, lambendo as aréolas desfrutando todo o sabor.
Eu podia sentir seu membro pulsar na minha coxa e desejava que ele se enterrasse em mim. As mãos dele desceram um pouco mais e soltei um gemido quando ele tocou minha intimidade, e ele sorriu.
Gememos juntos com a sensação e ele movimentou seus dedos em minha entrada e, então, voltou para o clitóris em um vaivém me fazendo delirar.
— Quero você agora. — falei.
E não foi necessário mais nem uma palavra, ele levantou esticou a mão para o chão em busca de sua calça, fechei os olhos e apenas escutei o barulho do plastico sendo rasgado. Tom me girou novamente me prendendo embaixo dele.
— Oh! — gemi ao sentir ele me preencher, agarrei seu rosto puxando os cabelos de sua nuca e arquejei enquanto mexia os quadris em sincronia com os movimentos dele. Ele me atingia fundo.
Começou suave em um movimento lento e hipnotizante e, então, um ritmo mais rápido e profundo que me fazia gemer alto de prazer.  Podia senti-lo no meu útero e eu delirava, gemia e me contorcia. Ele apertava meus seios enquanto minhas mãos viajavam, pelas costas musculosas dele arranhando e o fazendo gemer no meu ouvido.
Aquilo era surreal, eu podia observar o corpo perfeito dele, cada músculo. Lembrei-me de como desejei ser roteirista daquele filme e acrescentar algumas cenas dele sem camisa para desfrutar da vista nem que fosse de longe. E agora ele estava ali, completamente nu completamente dentro de mim.
— Tom! — gritei quando senti suas mãos puxarem meus quadris me penetrando mais fundo. Eu estava quase lá.
Ele gemeu aquele sotaque britânico me fez delirar mais ainda.
Os movimentos estavam rápidos e fortes ele encarou meus olhos quando percebeu que eu estava chegando lá.
— Olha pra mim baby — ele disse. Abri os olhos devagar e o encarei de volta ele continuou e só aquela palavras saindo de seus lábios tão vermelhos foram suficientes pra que eu chegasse.
Senti todos os músculos do meu corpo tremerem em espasmos e soltei um gemido seguido de outro grito que se misturou ao rosnado de Tom que também tremia. Tivemos nosso primeiro orgasmo juntos.
Tom soltou o peso do seu corpo em cima de mim respirando ofegante. Respirei fundo tentando normalizar meus batimentos e o abracei forte agradecendo por aquilo.


Próximo capitulo: Sugar
Sem data para postagem.









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© Todos os Direitos Reservados | Alan Calvin | Adaptação completa por: Mariane Santos
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