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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Body Electric: Prologo




Era uma noite fria de outono em Los Angeles, clima agradável para uma recepção entre colegas de trabalho. Era véspera de começarmos a gravar um filme em parceria com outro estúdio e todos estavam muito animados. Desde que vim para Los Angeles trabalhar sem parar é o que me faz mais feliz. Tenho o emprego que sempre sonhei, sou assistente de direção e produção de um grande estúdio cinematográfico e quando não estamos filmando trabalho em alguns seriados de TV, também estou começando a dar meus primeiros passos como roteirista. Estou no melhor momento da minha vida profissional.

O salão de festas tem uma varanda com uma vista maravilhosa da Venicy Beatch. Essa cidade cheira a liberdade. O ambiente no salão de festas era todo revestido de madeira escura com alguns pontos em dourado pelo bar. Eu não conhecia o lugar e meus olhos varreram tudo pegando cada detalhe. Lá pelas tantas da noite depois de muito champanhe e conversa fiada eu estava pronta para descansar e enfrentar mais um dia normal de trabalho na manhã seguinte.

Encontrá-lo naquela festa era algo que eu, simplesmente, jamais poderia imaginar. Lá estava ele belo como sempre, tão belo quanto eu me lembrava na ultima e única vez que o vi tão de perto numa comic con em San Diego há dois anos e meio antes de vir morar de vez aqui em LA. Parece quase impossível que em dois anos nessa cidade convivendo diariamente com atores e diretores famosos eu jamais tenha o visto novamente. É claro ele vive em Londres, e às vezes passa meses sem vir aqui. Por que agora? Porque hoje?

Ele conversava animado o seu sotaque, e sua risada invadiam o salão quando me dei conta estava o encarando e ele percebeu. Virei o rosto imediatamente e caminhei em direção ao bar onde continuo a observar de longe. “O que há comigo?” pensei enquanto pedia um drink ao garçom, não sou mais aquela garota fangirl que idolatra o ídolo. Muito tempo passou desde que eu surtava por esse homem, não sou mais aquela garota.

Eu tenho um autografo dele que consegui naquela mesma comic con e até uma foto, mas duvido muito que ele se lembre de mim. Respirei fundo tentando acalmar meus batimentos e estiquei o pescoço procurando-o, mas já não consigo vê-lo em meio a dezenas de cabeças que nos separam. Olho o relógio e já esta bem tarde, preciso ir tenho que acordar bem cedo e estar no estúdio para uma reunião importante.

O dia seguinte poderia ter sido mais um dia comum no trabalho, à sensação estranha da noite passada nem me assombrava mais a gritaria o corre-corre no estúdio me distraiam e estávamos prestes a começar a filmar eu estava animada.

Ian, meu atual chefe o diretor do filme entrou na sala de reuniões conversando com um homem e meu sangue gelou mais uma vez sem que eu pudesse evitar.

Era ele de novo. Depois que todos fazem silencio o diretor anuncia que Tom Hiddleston fara uma participação especial no filme e passara alguns dias gravando conosco. Sorri para ele e para meu chefe acompanhando as palmas de todos que vibravam com a notícia.

Meu coração batia forte dentro do peito. Passei espremida pela multidão que o cumprimentava e cheguei até eles.

— Ah aqui esta ela. – Ian tocou no meu ombro. — Tom, quero que conheça minha assistente, Bobbi, ela é um tesouro, meu braço esquerdo e direito. Qualquer coisa que precisar é só falar com ela.

Ian sorriu para mim e sorri de volta sentindo o rosto corar. Tom ergueu os olhos encontrando os meus e esticou o braço me cumprimentando.

— É um prazer. – ele sorriu fechando um pouco os olhos e mostrando os dentes tão brancos e perfeitos.

— O prazer é meu. – sorri de volta apertando sua mão e colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.

Repentinamente fiquei com vergonha da minha aparência aquele dia. Não costumo me arrumar muito para trabalhar, as gravações e reuniões duram o dia inteiro então procuro ir sempre confortável.

Nesse dia eu estava com um jeans velho bem destruído com buracos no joelho, um par de vans preto, também já bem velho, e uma camiseta de mangas compridas cinza, era inverno e caia uma fraca chuva naquela manhã quando sai de casa, o clima estava ligeiramente frio.

Meus cabelos estavam soltos e quando me dei conta de que não havia lavado aquele dia rapidamente os prendi em um rabo de cavalo.


Enquanto mexia no cabelo observei Ian conduzir Tom até a sala dele e fui tirada do meu transe pela voz de um contra regra que me dizia que era hora de gravar. E lá estava ela, aquela mesma sensação que tive ontem quando o vi naquele coquetel. Eu não sabia dizer o que era não era como se eu o estivesse conhecendo pela primeira vez, era quase como se ele fosse alguém que eu já conhecia, mas não via há muito tempo. Aquilo estava me desconcentrando e fazendo minhas mãos suarem. Definitivamente eu não gostava daquela sensação.





Espero que tenham gostado! Comentários sempre bem vindos.

Próximo capitulo: Behind The Scenes 

Data de postagem: 20/10










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© Todos os Direitos Reservados | Alan Calvin | Adaptação completa por: Mariane Santos
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