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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Body Electric: Closer







Bel Air estava pouco movimentada naquela manhã, o clima frio afastou alguns turistas das ruas. A brisa suave movimentava as palmeiras na avenida e meu cabelo também que insistia em me tapar os olhos. Naquele dia os arrumei prendendo alguns fios, pois dessa vez havia me lembrado de lava-los.

Saímos do estúdio e caminhamos em silencio até a cafeteria a poucos metros dali.
Tom me olhou enquanto eu tirava o cabelo do rosto mais uma vez e depois foi andando na frente abrindo a porta, mantendo-a aberta para mim. Passei por ele tentando não encostar. Não havia tanta gente, mas a atendente pediu que esperássemos alguns minutos.

Sentamos em uma mesa próxima a janela com vista para a rua, pensei em mexer no celular fingir uma ligação, mas isso seria rude então mantive o silencio.

Um sorriso travesso ressaltou ainda mais os olhos dele quando ele se inclinou um pouquinho mais perto de mim.

Então, qual é sua historia? Você sempre foi Bobbi a assistente de direção?

Não. Na verdade me formei em Letras antes de tentar o cinema. falei tentando não olhar naquele rosto hipnotizante.
A resposta curta pareceu incomoda-lo.

É isso? Você não vai me dizer nada sobre você? ele fez uma cara de decepção.

O que você quer saber?

O de sempre. Desde quando você vive em LA, planos para o futuro, se você é casada... coisas do tipo. ele tentou parecer serio, mas era notável sua curiosidade e animação.

Estou aqui há dois anos, pretendo dirigir um dia não quero ser a assistente pra sempre e sou solteira.

Com um suspiro ele continuou a olhar nos meus olhos agora ele trazia um pequeno sorriso enigmático nos lábios.

Você vem sempre aqui? perguntou.

Mas e você? Já soube da indicação ao globo de ouro. Parabéns.

Obrigada, mas não vamos falar de mim. Você é mais interessante. soltei uma risada involuntária. Há algo em você que não consigo ver Bobbi, eu estou mesmo curioso.

Curioso com o que? falei apoiando os cotovelos na mesa.

Os seus olhos. De que cor eles são afinal? Isso esta me perturbando. ele ergue as sobrancelhas.

Soltei outra risada e pus a mão na boca tentando abafar. Isso o fez rir também.

Bom, às vezes ele são azuis, às vezes também ficam cinza. falei.

Isso é incrível. ele me encarou novamente daquele jeito que me deixava sem palavras.

Eu não gostava da forma como ele me fazia sentir quando estava tão perto.

Alguns turistas passaram do lado de fora do vidro e o reconheceram acenando com as mãos, virei o rosto tentando me esconder numa atitude impensada.

Esta se escondendo? ele perguntou serio.

Podem ter câmeras... e daqui a pouco esta na internet.

Qual problema disso? Todo mundo compra café.

Não com assistentes. Eu deveria levar o café pra você.

Posso comprar meu próprio café. ele parecia quase irritado agora. Não ligo pra paparazzi.

Mas não é bom que me vejam com você.

Qual o problema de eu ser visto com você?

Do que estávamos falando? – perguntei, afastando o calor que subia pelo meu rosto.
Nesse momento a garçonete nos trás os copos descartáveis com nosso pedido.

De você. Disse que esta solteira?

Ah hum... sim, não tenho tempo pra namorar.

Por quê?

Na verdade não vim pra cá pensando em achar amor. Queria trabalhar no que amo e ser livre, queria fugir.

Do que?

De tudo.

Comecei a puxar o rotulo do copo com as unhas compridas.

Qual é a do interrogatório? sorri tentando disfarçar meu incomodo com o assunto ele riu de volta sem responder.

As perguntas estavam ficando muito pessoais e eu estava começando a me sentir desconfortável.

Vários olhares se lançaram sobre nós quando voltamos ao estúdio, mas o dia de gravação seguiu normalmente. Tom e eu conversávamos o tempo inteiro quando as câmeras estavam desligadas. O jeito simpático e divertido dele me fez baixar a guarda e eu ficava casa vez mais derretida na sua presença. Eu me concentrava e me esforçava para trata-lo de forma apenas profissional, mas não havia mais como voltar atrás.
Tudo que eu sabia sobre ele era o que havia lido em todo o tempo que fui fã, agora tão de perto ele me parece um homem comum, mas ele não é.

Conforme os dias foram se passando, tivemos que lidar com os persistentes rumores no estúdio sobre estarmos muito próximos. A indicação dele ao Globo de Ouro fez todos os paparazzi da cidade o perseguirem e chegamos a ser fotografados juntos por um site onde a legenda dizia o seguinte:

“Indicado ao globo de ouro, Tom Hiddleston grava participação em filme em Los Angeles e toma café com uma funcionária do estúdio na manhã desta quarta feira.”

Estou horrível nessa foto, olha só, estou com a boca aberta. falei irritada.

Isso é não é possível. Você é linda. disse me encarando.

Foi a primeira vez que ele me elogiou diretamente e eu simplesmente devolvi o tablet às mãos dele e sai andando. Minhas pernas tremiam forte achei que fosse cair. Não queria que ele mexesse comigo daquele jeito. De jeito nem um.

Tom era um homem serio, teve algumas namoradas serias apesar de nada muito duradouro. Minha reputação no estúdio era totalmente o contrario como eu nunca fora vista com um homem mais de uma vez, quanto mais éramos vistos juntos, mais as pessoas entendiam que nosso relacionamento era apenas platônico. Ele continuou a sentar ao meu lado nas reuniões e continuamos a conversar e tomar café juntos falando sobre os mais variados assuntos.

Era manha do ultimo dia de gravação dele, Tom iria voltar pra Londres e só voltaria a LA daqui um mês para a premiação. Eu não sabia bem como me sentir em relação a isso, mas tentava me convencer que estava tudo bem, minha vida seguiria normalmente. Logo as gravações externas do filme começariam e mais atores entrariam para o elenco.

É meu ultimo dia aqui. Vou sentir falta de todos. Principalmente de você. — ele disse quando fui chama-lo para a gravação.

Fiquei sem graça a principio fazendo cara de paisagem.

Também vou sentir sua falta. sorri.

Tom veio na minha direção e segurou minha mão.

O que você acha de jantar comigo hoje?

A pergunta me assustou.

Eh... como um encontro?

Sim. ele acariciou minha mão.

Tom isso não é uma boa ideia. fiquei seria e ele manteve firme o sorriso.

Por que não?

Por que não. Por que... Por que não...

Bobbi eu vou ser mais direto. Você é linda, divertida, charmosa eu gosto de conversar com você e estou te convidando pra sair. ele continuava com um ar natural. Fiquei em silencio processado aquilo. Não aceito não como resposta.

Vou pensar. falei rapidamente. vamos logo gravar.

Nesse momento ele sorriu e se inclinou me beijando no rosto. Meu corpo inteiro acendeu imediatamente respondendo ao toque dos lábios dele na minha pele.

Primeiro me responda. ele soltou a minha mão e se sentou na cadeira.

Estamos atrasados, vamos logo...

Você já pensou?

Se eu disser que vou você levanta dai?

Sim.

Então eu vou.

Ótimo! ele levantou vindo à minha direção com um sorriso largo. Me manda seu endereço e eu te pego as oito. Vamos trabalhar.

Ele saiu do camarim me puxando pela mão. Eu passei o resto da manhã pensando que aquilo era uma péssima ideia. Tom é lindo, simpático e excelente companhia, mas nunca me passou pela cabeça sair com ele como em um encontro. Eu havia convencido a todos e a mim mesma que eu e eles seriamos apenas amigos e que aquilo tudo acabaria quando ele voltasse para Londres. Minha vida seguiria normalmente dai em diante.

O que eu não sabia era que aquela noite me reservava algo que mudaria toda minha vida dali em diante.



Desculpem pelo pequeno atraso. Espero que estejam gostando.
Próximo capitulo: Before You Go  Dia: 05/11

bjs ;*












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© Todos os Direitos Reservados | Alan Calvin | Adaptação completa por: Mariane Santos
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